
Muita gente procura um advogado de direito de família e sucessões porque as duas áreas se cruzam: quem se casa, tem filhos, se divorcia ou convive em união estável altera, sem perceber, a futura divisão da herança. Entenda como esses temas se conectam.
Por que família e sucessões andam juntas
O Direito das Sucessões define quem recebe os bens de uma pessoa falecida. Já o Direito de Família define quem é cônjuge, companheiro, filho ou pai, e em que regime de bens o casal vive. Como a herança depende dessas definições, as duas áreas se influenciam o tempo todo.
Um exemplo simples: o regime de bens escolhido no casamento altera o que o viúvo recebe como meação e como herança. Ao mesmo tempo, o reconhecimento de um filho muda o número de herdeiros. Por isso, muitos profissionais atuam nas duas frentes.
Temas de sucessões atendidos
- inventário judicial e extrajudicial;
- partilha de bens entre herdeiros;
- testamento, codicilo e cumprimento de disposições;
- sobrepartilha de bens descobertos depois;
- disputas entre herdeiros e remoção de inventariante;
- planejamento sucessório em vida, com doações e cláusulas protetivas.
Veja o guia completo do inventário.
Ordem de quem herda, em linhas gerais
O Código Civil (art. 1.829) estabelece a ordem da vocação hereditária: descendentes concorrendo com o cônjuge ou companheiro, conforme o regime de bens; depois ascendentes com o cônjuge; depois o cônjuge sozinho; e, por fim, os colaterais. O STF decidiu em 2017 (Tema 809) que cônjuge e companheiro têm o mesmo tratamento sucessório. Há exceções e situações específicas, por isso a análise do caso é indispensável.
Planejamento sucessório
Planejar a sucessão é organizar, em vida, como o patrimônio será transmitido. Entre os instrumentos mais usados estão o testamento, a doação com reserva de usufruto, o pacto antenupcial e a escolha do regime de bens. A lei limita a liberdade de dispor: quem tem herdeiros necessários só pode dispor livremente de metade do patrimônio (CC, art. 1.789). Cada instrumento tem efeitos fiscais e familiares que devem ser avaliados com cuidado.
Quando a orientação é mais urgente
- após o falecimento de um familiar, para entender prazos e o caminho do inventário;
- antes de assinar escrituras de doação ou cessão de direitos hereditários;
- quando surgem conflitos entre herdeiros;
- em casos de herdeiros menores ou incapazes;
- quando há bens em diferentes estados ou no exterior.
Custos e impostos envolvidos
A transmissão da herança envolve, além dos honorários, o imposto estadual ITCMD, as custas ou emolumentos e eventuais despesas de registro. As regras e alíquotas mudam conforme o estado, por isso é importante conferir a legislação local. Mais detalhes em custo do inventário.
Como se preparar para a consulta
Reúna certidão de casamento ou nascimento, documentos pessoais, lista de bens, escrituras e matrículas de imóveis, extratos e dívidas conhecidas. Anote as dúvidas e os objetivos. Quanto mais organizada a informação, mais precisa será a orientação sobre o caminho adequado.
Erros comuns que a orientação ajuda a evitar
- assinar escritura de doação sem avaliar o impacto no inventário e nos impostos;
- vender bem da herança antes da partilha, sem autorização;
- deixar o inventário para depois e sofrer multa;
- ignorar o regime de bens ao planejar a sucessão;
- supor que o testamento dispensa qualquer procedimento posterior.
Cada um desses erros é evitável com informação adequada e planejamento. O ideal é buscar orientação antes de tomar decisões que envolvam patrimônio ou herdeiros, e não depois que surgem conflitos.
Perguntas frequentes
O que faz um advogado de sucessões?
Orienta e atua em inventários, partilhas, testamentos e planejamento sucessório, tanto em juízo quanto em cartório.
Preciso de advogado para fazer inventário?
Sim. Em ambos os caminhos, judicial ou extrajudicial, a lei exige a presença de advogado ou defensor público.
O cônjuge sempre herda?
Depende do regime de bens e dos demais herdeiros. Há situações em que ele é meeiro, herdeiro ou ambos.
Posso deixar todos os bens para quem eu quiser?
Não, se houver herdeiros necessários. Metade do patrimônio é reservada a eles (a legítima).
Planejamento sucessório evita inventário?
Não elimina o inventário, mas pode facilitar a divisão e reduzir conflitos, dependendo dos instrumentos usados.
Quanto custa o inventário?
Depende do valor dos bens, do imposto estadual, das custas e dos honorários. Veja o guia sobre custo do inventário.
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